A eficiência energética é um dos fatores decisivos na logística de perecíveis. Ao comparar soluções de armazenamento, o Container Refrigerado (Reefer) destaca-se não apenas pela mobilidade, mas pelo isolamento térmico superior (composto por aço, alumínio e 10cm de poliuretano injetado) que resulta em economia direta na conta de luz.
Entender o comportamento energético deste equipamento é vital para o planejamento de infraestrutura da sua empresa.
Detalhamento do Consumo Elétrico (kW/h)
Ao contrário do que o senso comum sugere, manter um container em temperaturas extremamente baixas (congelamento) pode consumir menos energia do que mantê-lo em temperaturas de resfriamento. Isso ocorre devido à estabilidade térmica necessária para cada tipo de carga.
- Operação em Congelados (-18°C ou inferior): O consumo médio gira em torno de 7 kW/h. Uma vez atingida a temperatura de set-point, o motor trabalha apenas para manter o isolamento, exigindo menos ciclos de ativação.
- Operação em Resfriados (8°C a -7°C): O consumo médio é de aproximadamente 11 kW/h. Produtos resfriados (como laticínios e certas frutas) exigem um controle muito mais preciso da temperatura de insuflamento para não congelar o produto, fazendo o compressor trabalhar com mais frequência.
Nota de Eficiência: Fatores externos como a frequência de abertura das portas, a temperatura ambiente externa e a qualidade da manutenção do maquinário (Reefer) impactam diretamente esses valores.
Requisitos Técnicos de Instalação
Para garantir o funcionamento seguro e a validade da garantia do equipamento, sua infraestrutura elétrica deve atender aos seguintes padrões:
- Voltagem: O padrão é 380V ou 440V (Trifásico). Para redes locais de 220V, é obrigatório o uso de um transformador.
- Potência da Rede: A rede deve suportar no mínimo 15 KVA.
- Conexão: Necessita apenas de uma tomada industrial aterrada e ligação trifásica, dispensando obras civis complexas.
Custo-Benefício: Reefer vs. Câmara Fria
Além da vantagem energética, o container refrigerado apresenta um Custo por Metro Quadrado (m²) em média 50% menor do que a construção de uma câmara fria convencional de alvenaria. Isso permite que supermercados e açougues expandam seu estoque rapidamente sem o custo fixo de uma obra permanente. Saiba mais
Dimensões e Capacidade dos Modelos
Escolha o modelo adequado ao volume da sua carga para otimizar o consumo de energia por quilo armazenado.
Modelo | Comprimento (Ext) | Área Interna | Carga Máxima |
10 Pés (Baby) | 3,00 m | Consulte | Consulte |
20 Pés | 6,00 m | 27 m³ | 27.560 kg |
40 Pés | 12,00 m | 67 m³ | 30.280 kg |
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que o container consome mais energia para resfriar do que para congelar? No modo resfriado (ex: 0°C a 10°C), o sistema precisa de alta precisão para não congelar a carga, exigindo que o compressor e as resistências atuem constantemente para modular a temperatura. No modo congelado, o sistema foca apenas em baixar a temperatura, o que é mecanicamente mais simples para o motor manter após atingir o alvo.
- É possível ligar um container refrigerado em uma tomada comum de 220V? Diretamente não. O motor do container é trifásico (380V/440V). Se sua rede for 220V, você precisará instalar um transformador de tensão para adequar a corrente elétrica. Além disso, a rede deve suportar uma carga de 15 KVA.
- Qual a vantagem do container refrigerado sobre a câmara fria tradicional? As principais vantagens são a mobilidade, a ausência de obras civis e o custo de aquisição. O container já vem com isolamento térmico de fábrica e motor acoplado, custando cerca de 50% menos por m² do que construir uma câmara de alvenaria, além de ser um ativo que pode ser vendido posteriormente.
